Dúvidas
- tenho cá minhas dúvidas... será que falar da vida alheia não seria uma coisa até saudável? sentados em nossos próprios rabos nos sentimos tão bem, não?
2- Mal-humorados sim, burros e infelizes, jamais:
- "Pesquisa da universidade de Nova Gales do Sul, conclue: os mal-humorados são propensos a ser bem mais inteligentes"
- não sei porque diabos fizeram esse raio de estudo ! ora! mas que gente mais inútil e desocupada ! eu, e (creio eu), mais um enorme contingente de mal-humorados que vivem de cara feia pelo mundo,(torcendo p/ que não nos desejem nem bom dia) embora por bem não alardeássemos, em nosso íntimo, sempre estivemos plenamente cientes do resultado dessa merda de pesquisa ! não gostamos nem um pouco dessa irremediável intromissão acadêmica em nosso tranquilo vespeiro ! ( vão catar cangurus !)
3- tenho até melhorado, mas no paçado fazia uma passoca com as palavras!- mas o português aínda me insulta:- porquê passado pode, e paçoca não?
4- não é a toa que cada vez mais estamos ateus. o texto inicial de deus está muito desatualizado, até nos insulta. deveria vir até nós p/ provar sua existência, e ditar: olhem, não foi bem assim... àquele tempo eles ñ se preocupavam tanto c/ essas questões, mas hoje é diferente, vcs estão mais espertos...
5 - De onde vem a maldade humana? de Satã? não seria muito cômodo atribuir o mal à causas sobrenaturais? e se enveredássemos pela história humana repleta de respostas na qual muito antes de inventarem Satã, muitos povos p/ fugir à miséria pilhavam, matavam, arrasando tudo. e se fossemos mais além enveredando pelo violento Universo, seus meteoros, buracos negros... a própria Terra, ingrata, com seus terremotos, furacões... ñ seremos nós natural produto de todo esse caos?
Lugar onde martelo a ideia da excelência do texto curto como alternativa p/ adequação à ansiedade e velocidade q pede os novos tempos. N devemos tomar tempo. A ideia tem q ser curta, eficiente e fazer pensar.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Professores de armas vermelhas, Professores de almas azuis
Minha eterna vida estudantil nunca foi nada fácil: quando criança, menino pobre, calado, chato, sentado lá no fundo, a escola para mim era má. livre pelas ruas depois das aulas, estilingue no pescoço, quebrei-lhe algumas vidraças. atirei-lhe boas pedradas.
Hoje, aínda vejo que há muitas vidraças por quebrar. estas hoje, mais resistentes. estilingue velho, já não resolveria. talvez seria preciso usar recurso de uma catapulta, ou até, o velho mas infalível cavalo de Tróia.
A base escolar são os professores, e lembro-me de que haviam os professores de armas vermelhas, e os professores de almas azuis. desses últimos, recordo das mensagens de incentivo que calaram fundo, das ajudazinhas ao pé da carteira, ajuda ás escondidas ao final da aula, salvadores assoprões, estímulos vários. já os professores de armas vermelhas, trazem-me: socares de mesa, gritos coléricos, tenebrosas ameaças psicológicas, equivocadas avaliações, e dolorosos zeros desferidos á queima-roupa. soterrado por problemas, aínda havia esse pior problema: o professor- problema- que leva-problema-de aluno-problema para casa.
abandono escolar, fazer quinta série três vezes, lá vai calado o menino pobre e chato que se sentava no fundo da sala condenado á servidão, eterno braçal.
Somente educação salvaria o mundo, assim, estudantes são a alma do mundo. respeitemo-lhes, perdoemo-lhes, mais cedo ou mais tarde, eles se aprumarão. incentivemo-lhes, e um dia nos agradecerão. ensinemo-lhes a dar boas pedradas, pois resistentes vidraças aínda há por quebrar.
Hoje, aínda vejo que há muitas vidraças por quebrar. estas hoje, mais resistentes. estilingue velho, já não resolveria. talvez seria preciso usar recurso de uma catapulta, ou até, o velho mas infalível cavalo de Tróia.
A base escolar são os professores, e lembro-me de que haviam os professores de armas vermelhas, e os professores de almas azuis. desses últimos, recordo das mensagens de incentivo que calaram fundo, das ajudazinhas ao pé da carteira, ajuda ás escondidas ao final da aula, salvadores assoprões, estímulos vários. já os professores de armas vermelhas, trazem-me: socares de mesa, gritos coléricos, tenebrosas ameaças psicológicas, equivocadas avaliações, e dolorosos zeros desferidos á queima-roupa. soterrado por problemas, aínda havia esse pior problema: o professor- problema- que leva-problema-de aluno-problema para casa.
abandono escolar, fazer quinta série três vezes, lá vai calado o menino pobre e chato que se sentava no fundo da sala condenado á servidão, eterno braçal.
Somente educação salvaria o mundo, assim, estudantes são a alma do mundo. respeitemo-lhes, perdoemo-lhes, mais cedo ou mais tarde, eles se aprumarão. incentivemo-lhes, e um dia nos agradecerão. ensinemo-lhes a dar boas pedradas, pois resistentes vidraças aínda há por quebrar.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Aos que muito esperam
O que esperavas ? talvez versos complicados, aliterados, sinestésicos, com requintadas métricas, todo pasqualado, para quem sabe um dia, encarniçados acadêmicos a acossar impertinentes estudantes, os escrafuncharem até não mais poder ? não consigo. apenas me sai o verbo solto e rasgado, e enquanto tiro meleca desse meu nariz, o qual bem que poderia ter sido melhor desenhado, comigo rumino: -o que tenho contra mim mesmo causando o constante incomodo em não continuar sendo eu ?
-que diabos há que nunca abro minh'alma aos meus, nunca estou satisfeito, vivendo a me torturar psicológicamente ?
Eu, que até me gosto, pois se agora morresse, iria sentir uma enorme saudade de mim...
Mas que bandido sou, que não me dou inteiramente comigo ?
Considero-me tão chato, que me bastariam apenas dois fãs, e já os tenho, pois ter muitos deve ser um saco ! tenho até saudade dos dias tristes, aqueles não tão tristes assim
sim! paz de espírito é um bem muito caro. o que esperavas ? versos belos, claros, bem pasqualados ?
sou alguém que ainda acredita nas pessoas:
- A terra é azul! - disse o astronauta. e ao olharmos para o céu, vemos quão belo é o azul...
Também não haveria surpresas ruins, se lá de cima a contemplássemos.
-que diabos há que nunca abro minh'alma aos meus, nunca estou satisfeito, vivendo a me torturar psicológicamente ?
Eu, que até me gosto, pois se agora morresse, iria sentir uma enorme saudade de mim...
Mas que bandido sou, que não me dou inteiramente comigo ?
Considero-me tão chato, que me bastariam apenas dois fãs, e já os tenho, pois ter muitos deve ser um saco ! tenho até saudade dos dias tristes, aqueles não tão tristes assim
sim! paz de espírito é um bem muito caro. o que esperavas ? versos belos, claros, bem pasqualados ?
sou alguém que ainda acredita nas pessoas:
- A terra é azul! - disse o astronauta. e ao olharmos para o céu, vemos quão belo é o azul...
Também não haveria surpresas ruins, se lá de cima a contemplássemos.
sábado, 17 de outubro de 2009
Pormenores
Pormenorizadamente, ou minudenciosamente são boas para se redigir, são palavras nobres, emprestam um caráter chique ao texto, deixa-o até com ares esnobes, mas para falar, corriqueiramente no dia a dia, o bom mesmo é o tal do tintim por tintim...
DEIXE DE ESTÓRIAS
Estória, é aquela inventada, fantasiosa, casos que gostamos de ouvir. já, história, seria tudo verdade acontecida, embora desconfia-se que as duas gostam de mentir.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Testando o texto
O texto. a eterna procura do texto. o quê dizer ? passar por esse mundo e nada dizer ? mas o que dizer ? o texto. a eterna busca do texto. e como dizer ? e porquê dizer ? e que desgraçados raios me impelem a dizer ? o texto. sempre o texto em teste. o eterno remoer do texto. água, terra, fogo, ar, e o texto.
FALECIMENTO DO TEXTO
Está na hora de trocar o texto, propaganda qual ninguém mais suporta.
cuidado! moscas já rondam o texto num zumbido parecendo indagar: - essa coisa não vai mais saír daí? alguém parece ter esquecido algo morto por aqui! isso já está a feder!
Enchamos um pouco de linguiça por aqui, e alí, e parece que estamos a dizer algo: caia fora, mas não cale a boca. é tanto entreter vazio. a estrela ainda brilha mas pode estar até morta.
Num banheiro público, anoto o tema ás escondidas no pedaço de papel higiênico, em meio a vida atribulada qual somente permite coisas fugazes.
vem-me aos ouvidos um som distante de anúncio fúnebre em voz compassada, e forçada:
- noticiamos pesarosamente o falecimento do seu santo texto.
sim, é isso mesmo o que a voz acabou de dizer, não há engano nenhum. morreu mesmo o texto. é preciso urgentemente trocar o texto, mesmo sem ter nada a altura. estrelas morrem, morrem as pessoas e o céu justo delas, morrem sonhos de viver em comum, que dirá o texto.
FALECIMENTO DO TEXTO
Está na hora de trocar o texto, propaganda qual ninguém mais suporta.
cuidado! moscas já rondam o texto num zumbido parecendo indagar: - essa coisa não vai mais saír daí? alguém parece ter esquecido algo morto por aqui! isso já está a feder!
Enchamos um pouco de linguiça por aqui, e alí, e parece que estamos a dizer algo: caia fora, mas não cale a boca. é tanto entreter vazio. a estrela ainda brilha mas pode estar até morta.
Num banheiro público, anoto o tema ás escondidas no pedaço de papel higiênico, em meio a vida atribulada qual somente permite coisas fugazes.
vem-me aos ouvidos um som distante de anúncio fúnebre em voz compassada, e forçada:
- noticiamos pesarosamente o falecimento do seu santo texto.
sim, é isso mesmo o que a voz acabou de dizer, não há engano nenhum. morreu mesmo o texto. é preciso urgentemente trocar o texto, mesmo sem ter nada a altura. estrelas morrem, morrem as pessoas e o céu justo delas, morrem sonhos de viver em comum, que dirá o texto.
Para onde vão os bons ?
Por que aquela pessoa morreu ? por que foi ela antes de mim ?
nem ao menos veio se despedir de mim!
sinto-me orfão, desamparado, por que as pessoas boas se vão ?
fico eu aqui, a lastimar, indignado por tamanho erro ;
os bons parecem ser minoria, e ainda cedo se vão ?
Sinistras circunstâncias conspiram contra os bons...
somente os fortes, o mundo parece preferir...
Tão solidária, tão longe da maldade era! que mistério envolve os bons?
por que logo saem de sobre o jugo dos maus ? para onde os levam?
Eu nem creio em deuses, céus, e outras suposições;
somente desconfio que há uma missão a cumprir...
foge-se dela, mas não há como, volta a nos infernizar!
para onde vão os bons, afinal ? asteróides quais nunca alcançaremos ?
Na eterna busca por naturais evidências, uma incógnita se abre:
que diabos fazem com os bons caráteres, eu me pergunto ?
é mera defesa da natureza para o bem da humanidade ?
um império do bem deixaria a desejar em concorrência?
por que os bons logo se vão ?
nem ao menos veio se despedir de mim!
sinto-me orfão, desamparado, por que as pessoas boas se vão ?
fico eu aqui, a lastimar, indignado por tamanho erro ;
os bons parecem ser minoria, e ainda cedo se vão ?
Sinistras circunstâncias conspiram contra os bons...
somente os fortes, o mundo parece preferir...
Tão solidária, tão longe da maldade era! que mistério envolve os bons?
por que logo saem de sobre o jugo dos maus ? para onde os levam?
Eu nem creio em deuses, céus, e outras suposições;
somente desconfio que há uma missão a cumprir...
foge-se dela, mas não há como, volta a nos infernizar!
para onde vão os bons, afinal ? asteróides quais nunca alcançaremos ?
Na eterna busca por naturais evidências, uma incógnita se abre:
que diabos fazem com os bons caráteres, eu me pergunto ?
é mera defesa da natureza para o bem da humanidade ?
um império do bem deixaria a desejar em concorrência?
por que os bons logo se vão ?
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